CURIOSIDADES SOBRE ISRAEL ( 1ª PARTE)
Claro que entre tantos povos e adeptos de diferente credos e religiões os entendimentos são diferentes e ai surgem as divergências. Convivem no mesmo espaço com os judeus israelitas tradicionais, judeus etíopes, judeus messiânicos, árabes cristãos, muçulmanos, cristãos ortodoxos, drusos, palestinos, sunitas, evangélicos, budistas, hindus, coptas – cristãos egípcios – e sefarditas – judeus originários de Portugal e Espanha, entre outros credos e nacionalidades.
Os restos do Primeiro e do Segundo Templos de Jerusalém datam da época de Herodes, o Grande, e formam o que hoje se designa como a Esplanada das Mesquitas. FOTO: THINKSTOCK / MBEARS
Nós brasileiros frequentemente lemos, ouvimos e assistimos noticiários dando conta das tensões envolvendo Israel, Palestina, Cisjordânia e Faixa de Gaza. Difícil de entender e mais ainda fazer juízo. E nem poderia ser diferente. Apesar disso, o fato é que uma viagem à chamada Terra Santa é segura e principalmente enriquecedora. Cada dia em Israel é pura história, capaz de provocar reflexões e modificar conceitos. Enfim, trata-se de uma viagem que convida a pensar sobre a nossa própria existência.
Nossa viagem, realizada em dezembro passado, começou e terminou em Tel Aviv, cidade onde está o moderno aeroporto internacional Ben-Gurion. Acompanhado pela guia Aline Szewkies, uma gauchinha que sabe tudo sobre Israel e o povo judeu, passei pela bíblica Jaffa; por Cesareia, cidade construída por Herodes, o Grande; o santuário Bahai, em Haifa; São João de Acre, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco; Tiberíades, na região do Mar da Galileia; Banias, que era uma cidade pagã dedicada ao deus Pan; Volcano Bental, uma das montanhas mais altas sobre as Colinas do Golan; Cafarnaum, o centro do ministério de Jesus na Galileia e local de nascimento de São Pedro; Nazaré, onde está a casa em que Jesus passou sua infância; Canna, local do primeiro milagre da transformação da água em vinho; Megido, onde, segundo a Bíblia, está o Armagedom; Monte Tabor; Jericó, a cidade mais velha do mundo; Deserto da Judeia; Mar Morto; Rio Jordão; Massada, onde estão os restos de fortificações e palácios do rei Herodes; as montanhas e cavernas de Qumran, onde viviam os essênios há 2 mil anos; e a fantástica Jerusalém com mais de 6 mil anos de história.
1º Dia
Caminhar pelos principais pontos de Tel Aviv, capital cultural e financeira de Israel, é a melhor pedida para começar o roteiro pelo país. Fundada em 1909, possui cerca de 3 milhões de habitantes, o que representa cerca de 40% da população do estado judeu. Moderna, oferece muitos bares, cafés, restaurantes e intensa e variada vida noturna. Há programas para todos os tipos de pessoas. Considerada a “capital GLS do Oriente Médio”, realiza a maior Parada Gay do mundo.
Conhecida como “Cidade Branca”, foi tombada como Patrimônio Mundial pela Unesco, em 2003, por ter a maior concentração mundial de edifícios com a arquitetura Bauhaus, oriunda da escola de Bauhaus na Alemanha e que chegou através de arquitetos judeus europeus que fugiam do regime nazista. Percorra a “Greenwich Village” de Tel Aviv, a Rua Sheinkin, com seus elegantes cafés e lojas chiques, e o calçadão da Rothschild Boulevard, onde a cidade começou. No caminho está a casa de Meir Dizengoff, o primeiro prefeito de Tel Aviv. Foi lá que David Ben-Gurion anunciou a Declaração de Independência de Israel em 14 de maio de 1948.
Na região central da cidade também está o mercado público Shuk HaCarmel. A visita vale pela oportunidade de conhecer de perto os hábitos e o trabalho dos moradores de Israel, além é claro de poder saborear algumas receitas e temperos árabes. Barracas de frutas, legumes, queijos, doces, especiarias, louças coloridas e souvenires estão espalhadas em uma rua principal e em outras menores.
O bairro boêmio de Tel Aviv é Nevetzedek com suas galerias de arte, bares e charmosos cafés. Lembra muito a paulistana Vila Madalena. Bom lugar para uma parada para o almoço.
A história de Tel Aviv começa em Jaffa (Yafo) – a antiga cidade adjacente com mais de 4 mil anos. FOTO: THINKSTOCK / LIORPT
Entre os principais atrativos turísticos da cidade está Jaffa, área com mais de 4 mil anos e um porto importante desde a antiguidade. Entre as histórias que contam sobre o local está a de Jonas, que foi engolido por uma gigantesca baleia, além de várias passagens bíblicas do Novo Testamento, principalmente ligadas a Pedro. Vale uma parada em frente ao monumento Hope, que está em um planalto com uma vista excepcional sobre a costa de Tel Aviv. Passar uma tarde nas sinuosas ruas do bairro é o suficiente para conhecer lugares interessantes como a Torre do Relógio, a galeria Ilana Goor – instalada em um edifício do século 18 que também é residência da artista israelense -, a histórica estação de trem e o Porto de Yafo com seus imensos galpões com exposições de arte, lojas, restaurantes e cafés. O lugar mais visitado é a Igreja de São Pedro. Segundo a Bíblia, foi lá que São Pedro realizou o milagre de ressuscitar uma menina. Jaffa também concentra algumas feirinhas de artesanato e um mercado de pulgas, o Shuk Hapishpeshim, onde uma infinidade de artigos são encontrados com preços bastante convidativos.
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