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Cerca de 50 surfistas, banhistas e jogadores de futevôlei estiveram na Praia do Futuro, em Fortaleza, neste sábado (25), durante o período de isolamento social para evitar a proliferação da Covid-19 no Ceará.
A ação descumpre o decreto do governador Camilo Santana,
que determinou a proibição da concentração e permanência de pessoas em
espaços públicos de uso coletivo, como parques, praças e praias, em todo
o território cearense, devido a circulação do coronavírus.
O Estado chegou neste sábado (25) a 326 mortes por Covid-19 e a 5.667 casos confirmados em 128 cidades, de acordo com dados atualizados às 17h15 na plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará. neste sábado (25), durante o período de
isolamento social para evitar a proliferação da Covid-19 no Ceará.
A ação descumpre o decreto do governador Camilo Santana,
que determinou a proibição da concentração e permanência de pessoas em
espaços públicos de uso coletivo, como parques, praças e praias, em todo
o território cearense, devido a circulação do coronavírus.
O Estado chegou neste sábado (25) a 326 mortes por Covid-19 e a 5.667 casos confirmados em 128 cidades, de acordo com dados atualizados às 17h15 na plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará.
Advogado Marcelo Castro diz que usou a praia para desopilar após ficar um período em quarentena. — Foto: Kilvia Muniz/ SVM
O advogado Marcelo Castro escolheu a praia como primeiro local para ir
após ficar um período de quarentena em casa. “A gente está cumprindo a
quarentena, conforme as recomendações da OMS (Organização Mundial da
Saúde), mas tem momentos que a gente precisar dá uma saída, até para
desopilar um pouco”, afirma.
Também em busca de sair um pouco de casa, após passar 40 dias
confinado, foi o motivo que levou o empresário Egliberto Vasconcelos
para o local. Acompanhado de um amigo, Marcelo reconhece o perigo da
saída. “Medo nós temos, eu tenho família, mas do jeito que eu estou
aqui, sozinho, distante, eu acredito que não tenha tanto risco”, disse.
Conforme Egliberto, ele adotou algumas medidas para que a ida a praia
não comprometa a saúde dos familiares. “Eu trouxe máscara, álcool em
gel, meu amigo está mantendo distância, no carro tenho uma roupa que vou
trocar, chegando em casa vou deixar o chinelo fora de casa, tenho uma
roupa no hall para vestir e uma sandália diferente”, ressalta.
Barracas de praia fechadas
Apesar da movimentação, as barracas da Praia do Futuro continuam fechadas,
por conta do decreto estadual que determina o fechamento de todos os
estabelecimentos comerciais que não ofereçam serviços essenciais à
sociedade, devido a situação epidemiológica.
De acordo com a presidente da Associação dos Empresários da Praia do
Futuro (AEPF), Fátima Queiroz, atualmente o local tem 65 barracas ativas
e gera em torno de 3 mil empregos diretos, que continuam sendo mantidos
mesmo durante a pandemia. “Quando chegou o primeiro decreto nós fizemos
um grande esforço e mantivemos quase 99% das equipes vinculadas as
empresas. Parte de férias, outros afastados, mas recebendo”, disse a
presidente da AEPF.
Ainda segundo Fátima Queiroz, os empresários da região estão tendo
dificuldade em desenvolve outras soluções durante o fechamento das
barracas. “ Não conseguimos desenvolver uma outra atividade, como o
delivery, por exemplo, nós não temos essa expertises, não temos essa
tradição. Nossa tradição mesmo é pé na areia, peixe frito, caranguejo,
essa coisa que a praia proporciona”, relata.
Fonte: G1 Ceara
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