O presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter,
neste domingo (3) para endossar um vídeo do presidente do Conselho
Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro, com duras críticas aos
governadores do Nordeste. O grupo pede “a adoção de medidas por este
Ministério [da Saúde] para a integração dos médicos formados no
exterior, mesmo sob supervisão, adotando-se processo de validação dos
diplomas, por meio de programa de complementação curricular e de
avaliação na modalidade ensino-serviço, a ser realizado pelas
universidades públicas, inclusive as estaduais”.
Na prática os governadores querem autorização para que cerca de 15
mil médicos brasileiros formados no exterior, mesmo sem diplomas
revalidados no país, atuem no combate à covid-19. Eles atuariam sob
supervisão de outros profissionais em brigadas de prevenção e combate à
Covid-19, principalmente no interior, onde faltam equipes para atender a
população.
Na mensagem Mauro Ribeiro defende que esses profissionais façam o
Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) e diz que a prova
de suficiência é a única exigência do Conselho Federal de Medicina para
que esses médicos mostrem o mínimo de conhecimento para atender a
população brasileira.“ Fica aqui o nosso repúdio a essa atitude covarde
dos governadores do Nordeste. Se aproveitando de um momento trágico para
a nossa sociedade, através de argumentos mentirosos para simplesmente
criarem um casuísmo no sentido de legitimarem esses supostos médicos,
que nós nem sabemos se são médicos, de atender a população brasileira
sem fazer o Revalida”, criticou o presidente do CFM.
No mesmo vídeo o médico ressalta que há excelentes faculdades de
medicina no Paraguai, na Bolívia e na Argentina, mas que a medida
poderia beneficiar brasileiros que saem do país para fazer faculdade nas
cidades paraguaias de Pedro Juan Caballero, na fronteira de Ponta Porã
(MS) e Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu (PR). “São
faculdades de péssima qualidade, onde não existe menor condição de
ensino e aprendizagem na complexidade que exige a medicina”, diz o Mauro
Ribeiro.
Fonte: Agência Brasil
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