O
prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou nesta sexta-feira
(26) que decidiu liberar o comércio de rua na cidade a partir deste
sábado (27). Segundo Crivella, a medida foi aprovada pelo comitê
científico da prefeitura, devido à queda no número de mortes e ao
aumento na disponibilidade de leitos de enfermaria e de Unidade de
Tratamento Intensivo (UTI).

Além do comércio de rua, o prefeito também liberou salões de beleza e
barbearias. Todos, porém, terão de trabalhar em horário reduzido, das
11h às 17h, para não se chocar com os horários dos shoppings, que abrem das 12h às 20h. O objetivo, segundo ele, é evitar lotação no sistema de transportes.
“O comércio abre na cidade toda, às 11h, para não coincidir com o horário dos shoppings, [que é] ao meio-dia, e fecha às 17h, porque os shoppings fecham
às 20h. De tal maneira que os transportes públicos não deverão ter
aglomerações”, explicou Crivella, em coletiva de imprensa.
Na quinta-feira (2), poderão abrir as academias, bares e
restaurantes. Porém, os comerciantes deverão seguir regras de
distanciamento e higiene, oferecendo álcool gel e sabão nas pias para
lavagem das mãos, além de manter os ambientes abertos e ventilados.
Segundo o prefeito, a reabertura é possível porque se reduziram os
índices de ocupação de enfermarias e UTIs, além do menor número de
enterros na cidade, comparado ao ano passado. Para Crivella, isto é
motivo de celebração.
“Acho que é uma boa notícia. A cidade do Rio de Janeiro já começou o
seu processo de reabertura há um mês e as curvas, diferente daqueles que
profetizavam ou agouravam que haveria um caos, um problema muito
grande, que nós não estávamos sendo prudentes ou sábios, no nosso
processo de abertura, graças a Deus as curvas se mantiveram em
descendência. Ontem, na cidade do Rio, nós sepultamos 164 pessoas e no
dia 25 de junho do ano passado tínhamos sepultado 200, portanto 36
pessoas a menos num período de coronavírus, de extrema pandemia, é algo
que nós devemos celebrar”, disse.
Crivella apelou ainda para a permanência em casa das pessoas
classificadas como grupos de risco, como idosos, obesos, diabéticos,
pessoas com pressão alta, com câncer e problemas renais.
“Aquelas pessoas com comorbidades, obesos, com diabetes
descompensada, pressão alta, insuficiência renal, que estão fazendo
tratamento de câncer, os cardiopatas, pessoas que têm muita idade, essas
pessoas, permaneçam nas suas casas, se preservem, tenham cuidado
consigo mesmo.”
A prefeitura prometeu fiscalizar com rigor, a partir de amanhã, a
reabertura do comércio, para checar se as regras de higiene e
afastamento estão sendo seguidas. A cidade do Rio registrou, nesta
sexta-feira, 55.152 casos de covid-19, com 6.264 mortes pela doença.
Fonte: Agência Brasil
Escolas
Crivella comentou que as creches e escolas particulares, de todas as séries, poderão reabrir, de forma voluntária, a partir de 10 ou 15 de julho, sendo que isso ainda depende de uma reunião que ele terá, na segunda-feira (29), com representantes das escolas e dos professores. Quanto às escolas públicas, Crivella citou o dia 1º de agosto, mas disse que a data certa dependerá das curvas de declínio ou crescimento da covid-19.“A partir do dia 10 será voluntário, todas as séries. Professores que queiram trabalhar, pais que queiram fazer com que os filhos possam ir às creches. É um acordo que nós estamos construindo entre os proprietários de escolas e o sindicato dos professores. Teremos uma reunião na segunda-feira para alinhavar aquilo que combinamos, que foi comentado. É uma proposta que está sobre a mesa, não tem nada fechado, mas a ideia é essa, lá pelo dia 10, dia 15 de julho, creches e escolas voltarão dentro de um período de liberdade. Ou seja, está permitido, mas não é obrigatório. Quem achar que deve voltar, volta.”
Matéria atualizada às 19h56 para acréscimo de informações sobre abertura de escolas no Rio de Janeiro
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