Domingo 26/07/21 - 7h48
Bolsa Atleta contempla 80% da delegação brasileira em Tóquio
Programa paga valores mensais para atletas de alto rendimento
Programa paga valores mensais para atletas de alto rendimento
Nas
Olimpíadas de Tóquio, no Japão, que começaram na última sexta-feira
(23), 242 competidores brasileiros são bolsistas integrantes do programa
Bolsa Atleta. Eles representam 80% dos 302 atletas que compõem a
delegação do Brasil nos Jogos.
Criado em 2005 pelo governo
federal, o Bolsa Atleta é considerado um dos maiores programas de
patrocínio individual de atletas do mundo. Em 18 das 33 modalidades que o
Brasil vai disputar no Japão, 100% dos atletas são bolsistas do
programa. Seis praticam tênis de mesa; oito, vôlei de praia; quatro,
saltos ornamentais; cinco, ciclismo (levando em conta mountain bike e
BMX); sete, ginástica artística; e três, taekwondo. Já no atletismo, 48
dos 51 esportistas fazem parte do programa e, dos 26 atletas da natação,
25 integram o Bolsa Atleta.
Aos 45 anos, Jaqueline Mourão é a
representante nacional no ciclismo mountain bike e está em sua sétima
edição de Jogos Olímpicos, somando sua participação em edições de verão e
de inverno. Mourão também é uma das atletas que recebem Bolsa Atleta há
mais tempo no país. O benefício tem sido fundamental para sua dedicação
esportiva. "É a base que a gente tem, a segurança que eu tenho pra
poder continuar me dedicando ao meu esporte. Sem esse incentivo, eu não
teria conseguido minhas sete participações olímpicas", afirma.
Medalhista
de prata nas Olimpíadas do Rio, em 2016, Felipe Wu é atleta do tiro
esportivo, especializado em pistola de ar de 10 metros. É o único
competidor brasileiro na modalidade a disputar em Tóquio. Contemplado
com a Bolsa Atleta, ele elogia a flexibilidade do programa. "Com relação
ao programa Bolsa Atleta, a grande importância e a vantagem dele,
digamos assim, é que é um valor que chega diretamente ao atleta,
diferente de outros programas, que a gente tem menos flexibilidade de
usar", afirma.
Entenda
A solicitação para o Bolsa Atleta é
feita de forma online, pelo site. Selecionados, os atletas assinam um
termo de adesão e são contemplados com 12 parcelas de benefícios,
depositados em conta específica da Caixa. Os valores são definidos de
acordo com as seguintes categorias: atleta de base (R$ 370), estudantil
(R$ 370), nacional (R$ 925), internacional (R$ 1.850),
olímpico/paralímpico (R$ 3.100) e pódio (R$ 5 mil a R$ 15 mil).
Os
depósitos são feitos sem intermediários e a principal prestação de
contas do atleta ao governo e à sociedade “é a obtenção de resultados
expressivos nas disputas”, de acordo com o Ministério da Cidadania. Este
ano, o programa contemplou 7.197 atletas, com um investimento previsto
de R$ 97,6 milhões.
A ciclista Jaqueline Mourão, que passa boa
parte do seu tempo no Canadá se preparando para as competições de
inverno, diz que o programa brasileiro é um estímulo que outros países
não oferecem. "Eu passo bastante tempo no Canadá. Eu vejo a situação dos
atletas lá também. E é muito legal ver um programa do governo dando
essa segurança que muitos atletas de outros países não têm". (Agência
Brasil)
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