- 02/01/2018 15h41
- Brasília
Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
A recuperação dos preços internacionais dos bens primários e a
safra recorde fizeram a balança comercial fechar 2017 com o melhor saldo
positivo registrado até hoje. No ano passado, o país exportou US$ 67
bilhões a mais do que importou, melhor resultado desde o início da série
histórica, em 1989.
O resultado está dentro das estimativas do
Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que previa
que o superávit comercial ficaria entre US$ 65 bilhões e US$ 70 bilhões
no ano passado. Apenas em dezembro, a balança fechou com saldo positivo
de US$ 4,99 bilhões.
As exportações totalizaram US$ 217,7
bilhões em 2017, com alta de 18,5% sobre 2016 pela média diária, o
primeiro crescimento após cinco anos. A alta do ano passado, no entanto,
foi insuficiente para retomar o recorde de exportações registrado em
2011, quando as vendas externas tinham somado US$ 256 bilhões.
As
vendas de produtos básicos cresceram 28,7% no ano passado pelo critério
da média diária. As exportações de produtos semimanufaturados subiram
13,3%, e as vendas de produtos industrializados aumentaram 9,4%, também
pela média diária.
Em 2017, os preços médios das mercadorias
exportadas subiu 10,1%, beneficiado pela valorização das commodities
(bens primários com cotação internacional). Os destaques foram minério
de ferro, com alta de preços de 40,9%, semimanufaturados de ferro e aço
(34,3%) e petróleo bruto (32,2%).
O volume exportado aumentou
7,6% em 2017, impulsionado tanto pela recuperação da indústria como pela
safra recorde do ano passado. Os principais destaques foram automóveis
de passageiros (44,6%), milho em grão (35%) e soja em grão (33,2%).
Importações
O
reaquecimento da economia também fez as importações subirem no ano
passado. As compras do exterior somaram US$ 150,7 bilhões em 2017, com
alta de 10,5% sobre 2016 pela média diária, o primeiro crescimento após
três anos. As importações de combustíveis e lubrificantes aumentaram
42,8%. As compras de bens intermediários e de consumo subiram 11,2% e
7,9%, respectivamente. Somente as importações de bens de capital
(máquinas e equipamentos usados na produção) caíram 11,4% em 2017.
“Em
2016, as exportações tinham caído 3,5% e as importações tinham caído
20%. No ano passado, houve uma diferença brutal, com crescimento das
exportações e também das importações. Os economistas leem esses dados
como sinal da recuperação da economia brasileira”, disse o ministro da
Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira.
Edição: Luana Lourenço
Fonte: Agência Brasil
Nenhum comentário:
Postar um comentário