- 01/01/2018 10h43
- Rio de Janeiro
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Com
17 minutos de queima de fogos, turistas e cariocas festejaram a virada
do ano na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. De acordo com
balanço divulgado pela prefeitura, 2,4 milhões de pessoas lotaram a
orla. A estimativa inicial era de 3 milhões de pessoas. As 25 toneladas
de fogos multicoloridos foram disparadas de 11 balsas. Doze telões, dos
quais dez espalhados pela orla e dois nas laterais do palco, levaram
para o público que estava mais distante imagens da grande festa.
Na
avaliação do presidente da Empresa de Turismo do Município do Rio de
Janeiro (Riotur), Marcelo Alves, esse foi, "sem sombra de dúvidas, o
maior Réveillon de todos os tempos". Ele destacou a participação do
público não apenas em Copacabana, mas também nos outros palcos da
cidade. Alves comemorou a ocupação média de 97% nos hotéis da capital
fluminense, de acordo com a Associação da Indústria de Hotéis do Rio de
Janeiro (Abih-RJ).
O clima foi de festa e de comemoração com
muitos abraços, seguindo o tema escolhido para os festejos desse ano,
baseado na música Aquele Abraço, do cantor e compositor Gilberto Gil.
"Esse
foi o Réveillon do abraço e essa imagem de milhões de pessoas se
abraçando foi um marco para a nossa cidade. Vai entrar para a história.
Estamos muito felizes de realizar esse grandioso evento. Agora vamos
estender essa festa até o dia 6 de janeiro, quando o mesmo palco irá
receber um encontro inédito entre as 13 baterias das escolas de samba do
Grupo Especial e os músicos da Orquestra Petrobras Sinfônica. Vai ser
histórico assim como a noite da virada", disse Marcelo Alves.
A
cantora Anitta se apresentou logo após a queima de fogos, seguida pelas
escolas de samba campeãs do carnaval de 2017: Portela e Mocidade
Independente de Padre Miguel.
Antes da virada, o público assistiu
a apresentações de músicos e bandas como Frejat, Cidade Negra, Belo,
Ana Petkovic, Alex Cohen e DJ Tucho no palco idealizado por Abel Gomes.
Os atores André Marques e André Marinho foram os mestres de cerimônia do
evento.
A Riotur estima que o Rio de Janeiro tenha recebido
cerca de 910 mil turistas no período do Réveillon, que injetaram na
economia carioca R$ 2,3 bilhões.
Outras festas
O
Réveillon 2017/2018 do Rio de Janeiro contou com mais nove festas em
pontos diversos da cidade. No Parque Madureira, na zona norte, 35 mil
pessoas assistiram a shows gratuitos de Thiago Genthil,
Vitinho, Belo e ao samba da Mangueira e do Império Serrano. No Flamengo,
zona sul, 350 mil pessoas festejaram a virada ao som de Dani, Michael
Sullivan, Grupo Revelação, além das escolas de samba Salgueiro e São
Clemente.
A Ilha do Governador, zona norte, recebeu 70 mil
pessoas, enquanto o Piscinão de Ramos contou com a presença de 45 mil
pessoas que celebraram a chegada de 2018 com o pagode, além de sambas da
Grande Rio e da Beija-Flor.
Também no Iapi da Penha, zona norte,
a festa começou com o conjunto Aeroporto e seguiu com ImaginaSamba e
Imperatriz Leopoldinense, atraindo 35 mil pessoas. A Ilha de Paquetá
reuniu cerca de 4 mil pessoas na festa organizada na praia da Moreninha.
Na
Praia do Recôncavo, em Sepetiba, zona oeste, cerca de 40 mil pessoas
comemoraram a virada do ano. Em Pedra de Guaratiba, também na zona
oeste, a Rua Barros de Alarcão recebeu 10 mil pessoas. A escola de samba
Unidos de Vila Isabel encerrou a noite.
Na Barra da Tijuca, na zona oeste, houve a já tradicional queima de fogos com apoio da Abih-RJ.
Atendimentos médicos
A
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou 657 atendimentos médicos
nos quatro postos montados na orla de Copacabana para atender o público
na virada do ano. O número foi menor que no Réveillon passado, quando
foram realizados 860 atendimentos e feitas 58 remoções desde as 17h30 do
dia 31 dezembro até o fechamento dos postos. O esquema especial de
assistência em saúde de ontem (31) começou também às 17h30, encaminhando
para hospitais da rede municipal 58 pessoas.
O primeiro bebê
carioca nasceu de parto normal em São Cristóvão, bairro da zona norte do
Rio de Janeiro, três minutos depois do início da queima de fogos. Ele é
do sexo feminino e recebeu o nome de Alícia.
A assessoria de
imprensa da secretaria informou ainda que os quatro postos de
atendimento foram montados na Praça do Lido e nas ruas República do
Peru, Santa Clara e Bolívar, consideradas áreas de maior concentração de
público. Os casos mais graves, que necessitaram de remoção, receberam
suporte de 30 ambulâncias de porte avançado e mais nove de suporte
básico.
Edição: Juliana Andrade
Fonte: Agência Brasil
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