Bolsa não acompanha mercado externo e cai após três altas
Publicado em 23/07/2021 - 19:48 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil* - Brasília
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A
alta da inflação no Brasil fez o dólar fechar estável, após cair cerca
de 1% durante a sessão. A bolsa de valores não acompanhou o mercado
externo e fechou em baixa pela primeira vez após três altas
consecutivas.
O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (23) vendido a R$ 5,211, com
recuo de apenas 0,05%. A cotação começou o dia em queda, chegando a R$
5,16 na mínima do dia, por volta das 12h. A partir daí, a volatilidade
no mercado empurrou a moeda para cima, atingindo R$ 5,23 por volta das
16h. Nos minutos finais de negociação, o câmbio arrefeceu, fechando
próximo da estabilidade.
A divisa acumulou alta de 1,86% na semana. A valorização chega a 4,77% em julho e soma 0,42% no acumulado de 2021.
O dia também foi marcado pela volatilidade no mercado de ações. O índice
Ibovespa, da B3, fechou a sexta-feira aos 125.053 pontos, com queda de
0,87%. O indicador chegou a operar em alta nos primeiros minutos de
negociação, mas caiu de forma consistente no restante do dia.
Esta foi a primeira queda da bolsa após três dias seguidos de ganhos. O
indicador destoou das bolsas norte-americanas, que voltaram a bater
recordes. Na semana, o Ibovespa acumula perda de 0,72%.
A divulgação de que a prévia da inflação acelerou em julho provocou
instabilidade no mercado brasileiro. Neste mês, o Índice de Preços ao
Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em 0,72%, a maior variação para o mês desde 2004.
A alta da inflação aumenta a pressão para que o Banco Central eleve os
juros em um ritmo maior que o das últimas reuniões do Comitê de Política
Monetária (Copom). Nos últimos encontros, a taxa Selic (juros básicos
da economia) tem sido elevada em 0,75 ponto percentual. A próxima
reunião do comitê ocorre em 3 e 4 de agosto.
A decisão do Banco Central da Rússia de aumentar os juros básicos em 1
ponto percentual diminuiu o interesse dos investidores pelo real
brasileiro. Paralelamente, a expectativa com a divulgação do Produto
Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) nos Estados Unidos no
segundo trimestre e da inflação na economia norte-americana, prevista
para a próxima semana, pressionou o mercado em países emergentes, como o
Brasil.
*Com informações da Reuters

Alexandrepfilho Via Agência Brasil
Edição: Nádia Franco
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