Com taxas de juros subsidiadas e políticas públicas, governo ajuda a garantir o sustento de milhares de famílias
publicado: 27/06/2018 14h02, última modificação: 27/06/2018 15h09

Tony Winston/Agência Brasília
A agricultura familiar tem um peso importante para a economia. Além de gerar riqueza para o País, responde por sete em cada 10 postos de trabalho no campo. De acordo com um levantamento feito pelo portal Governo do Brasil, se a produção do País tivesse apenas essa origem, ainda assim seria o oitavo maior produtor de alimentos do mundo.
O levantamento cruzou dados do Banco Mundial, do Ministério da Agricultura e da Emater. Somando toda a produção brasileira, o País fica como o quinto maior produtor de alimentos. De acordo com o último Censo Agropecuário, a agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. Além disso, é responsável pela renda de 40% da população economicamente ativa do País.
Por isso, investir no setor é tão importante. Não por acaso, o Plano Safra 2018/2019 vai ofertar R$ 31 bilhões em crédito com taxas reduzidas aos pequenos produtores. Os juros cobrados dos produtores foram reduzidos e variam de 0,5% ao ano a 4,6% ao ano, a depender da linha e da classificação do agricultor dentro do programa.
Estrutura
No Plano Safra, há benefícios que vão além do apoio econômico aos agricultores, como assistência técnica e regularização fundiária. “Entendemos que, para o agricultor familiar se tornar independente, ser bem-sucedido e ver sua realidade transformada, não basta apenas ter crédito, ele precisa do título de sua terra e de políticas públicas que lhe permita produzir com qualidade e garanta a comercialização da produção e o retorno digno do seu trabalho”, afirma o Secretário Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), Jefferson Coriteac.
Povos tradicionais
O programa dá apoio também aos povos tradicionais. Dados do sistema de crédito rural mostram que há um avanço na demanda desse público. Até a safra 2016/2017, eles nem sequer apareciam nas estatísticas que mostram a distribuição de recursos por beneficiários. Na comparação com a atual, houve um forte aumento na demanda dos quilombolas por crédito. Segundo informações do Banco Central, o avanço foi de 265,5%, com liberação de R$ 889,3 milhões para essa população.
Saiba mais:
Fonte: Governo do Brasil, com informações da Sead e do Banco Central
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